Dicotomias

Memórias, contos & Poesia

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Por um sorriso teu, lágrima minha - Por Hélder Gonçalves




Quando para mim sorris,
me interrogas – me espreitas:
tranquilamente, vais sondando
o que sinto e penso,
na quietude das contas feitas.
Tempo parado, que vai desandando,
no derrapar do que ainda venço.
adivinhando momentos que respeitas:
tormentos  que, em mim, vão passando

Quando para mim sorris

No  teu doce olhar então repouso,
sereno, assim vou ficando:
esquecendo o que tanto percorri,
doce brisa, gaivota solta do pouso,
para terra firme ela vai voando:
do temporal fugindo,me abrigo em ti,
em teu colo ficando, já não receoso,
borrasca acutilante que vai passando

Quando para mim sorris

Tudo em mim é alegria, sortilégio,
porque a vida é para ser vivida:
o meu presente é o meu futuro,
o passado que vivi é privilégio,
por um sorriso trocarei à partida
lágrima minha - emoção num lampejo

Quando para mim sorris



Maio 2011

A Sala do Tempo Parado

A Sala do Tempo Parado
Só quem não viveu não tem histórias para contar

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