Dicotomias

Memórias, contos & Poesia

sábado, 14 de março de 2015

Poema ao meu filho - por Hélder Gonçalves



    


Quando chegaste – meu filho,
Alegria sentida - tu nos meus braços!
Olhei para ti - Perfeito. Vaidoso fiquei.
Orgulho de pai, sentimentos num trilho.
Da família continuar e construir laços
De tanto amor que senti, então chorei.

Todos juntos a ti - a família em redor
A cresceres! – Saudades desse tempo.
Brincarmos na praia, momentos passaste
Os teus amigos, e o teu primeiro amor
Tuas lutas ideais soltos como o vento!
Estudos, conseguidos que granjeaste.

O teu casamento, a fotografia o evento.
O primeiro filho, logo o primeiro neto
Noites, também por ele não dormidas
Tuas lutas travadas sem um lamento
Pai e homem que foste, sempre reto
Tua solidão, minhas angustias sofridas!

Agora, olho para ti – cabelos brancos:
Revejo nossos momentos, fico pensando,
Daquilo que desperdicei em não estar
Mais tempo contigo, por tal lamentando,
Do que já não resta – momentos, quantos?
Saudades ficaram – de nós dois a brincar!



Hélder Gonçalves

Junho 2013

A Sala do Tempo Parado

A Sala do Tempo Parado
Só quem não viveu não tem histórias para contar

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