Dicotomias

Memórias, contos & Poesia

sábado, 28 de maio de 2016

O Dia da Grande Lucidez - por Hélder Gonçalves





O Dia da Grande Lucidez

Hoje é o dia da grande lucidez
Todos os filtros a funcionarem 
Para darem lugar à crua realidade
O sonho não tem agora permissão
A esperança pendurada no cabide
A aridez do deserto no coração
Hoje é o dia da grande lucidez
Aquele momento da desesperança
Relógio que marca o tempo parado
O olhar fixo naquela árvore
Plantada, inerte, na minha frente
Como ela estou sem sentido, vazio
Adivinhando sentimentos inexistentes
Tal como ela quero estar vegetando
Sem sentido, amorfo, aturdido
Despercebido, com meu copo na mão
E a minha solitária embriaguez
Sem pensar, parado e assim ficar
De tudo desprendido, até isolado
Porque hoje é o dia da grande lucidez



Do Carmo

Maio 2016

A Sala do Tempo Parado

A Sala do Tempo Parado
Só quem não viveu não tem histórias para contar

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