Dicotomias

Memórias, contos & Poesia

terça-feira, 10 de junho de 2014

No dia da Morte do Poeta do Amor e da Paz - Por Hélder Gonçalves



Homenagem prestada por SILVIA MOTA - criadora do Site PEAPAZ



Imagem Google


No dia do anúncio da morte do poeta e do sonho
Zarzuelas, nos esconços becos do país das trevas,
folguedos havia -  hediondas, esquálidas figuras
de carrancas em físicos nodosos alí bem postadas,
bocarras retorcidas arreganhadas, em risos alvares,
dançavam:   na morte do poeta, do amor e da paz.

Rodopiando em vertigens e  de esgares  satânicos.
Enquanto o poeta, estático, em pedestal marmóreo,
curvado, jazia, crucificado,nas suas plúmbeas asas.
Em seus pés, todos os sonhos da sua vida, alí, estavam.
Abutres saíndo dos seus esqueléticos e retorcidos galhos
Aguardam final do festim maquiavélico –forças do mal
Inveja, malquerenças, preconceitos, ambição desmedida.
,
Todos juntos, na voracidade de  mesquinhos interesses!
Mas parai, agora, gente danada, dos confins do inferno:
Eis que surge nuvem branca, envolvente,  dominadora.  
Travando tal concerto, dos  ratos tinhosos da hipocrisia
Certos, da supremacia das suas verdades verrugosas
Darem por vencido o poeta do Amor e da Paz, alí caído.

Então, num golpe de magia, o poeta,tombado, se transforma
num esbelto, fogoso, de alvar brancura - cavalo alado,
erguendo-se, depois, como a força do vento,segurando,  flamante:
no seu galope  triunfante, sagrada  bandeira que é a da POESIA!




Junho 2014

A Sala do Tempo Parado

A Sala do Tempo Parado
Só quem não viveu não tem histórias para contar

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