DICOTOMIAS

MEMÓRIAS, CONTOS E POESIA

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dr. Raposo - Por Hélder Gonçalves







  
                     
                                                             CONTO               

Era uma época em que a construção civil em Portugal, estava em franca expansão. O advento da migração das populações rurais para as grandes urbes à procura de melhores condições de vida, determinava - em prejuízo do despovoamento do interior do país - um aumento populacional nas principais cidades.

Sem qualquer política dirigida para o ordenamento do território, o Estado Novo de Salazar, era responsável por tal situação. Por tais fenómenos de ordem política e social desenvolveu-se o advento da construção civil, nas zonas periféricas das cidades em que pequenos empresários, dessa área, praticavam a sua atividade de forma particularmente inédita. Vulgarmente conhecidos por “patos bravos”, quase sempre originários da província, com grande incidência na região de Pombal - Pouca instrução, nenhum dinheiro na sua pouca bagagem, rumavam a Lisboa para procurarem fazer aquilo que muito bem e tradicionalmente, sabiam fazer – trabalhos da construção civil.
Sem capitais próprios para constituírem qualquer tipo de empresa, com o necessário suporte financeiro, também com grande défice de instrução e sem outra qualquer formação que não fosse a mais valia assente na força dos seus braços, não tardaram, mesmo assim, a encontrar os meios de sobrevivência que proporcionassem andar para a frente, com a sua força de trabalho. Na sombra oportunista de engenheiros civis, e outros expedientes conseguidos em diversos esquemas de ligações aos diversos serviços camarários e. também, junto da banca na participação dos financiamentos das obras, nomeadamente da Caixa Geral de Depósitos e do Crédito Predial Português a garantir o necessário apoio, à atividade desenvolvida, na construção de imóveis. Estas entidades eram as que tinham maior relevo na intervenção nesses, de ordem financeira.
A Banca comercial, funcionava aqui, também, mas com apoios intercalares de curto prazo, para responder a situações de tesouraria. Já, no patamar da comercialização, criavam-se linhas de crédito com taxas bonificadas, no apoio ao crédito de habitação, particularmente direcionadas aos emigrantes, desde que estes fossem canalizando os seus depósitos para a banca portuguesa e aí, obrigatoriamente, constituírem contas de moeda estrangeira com tetos definidos pelo Banco central. Cumprindo esta formalidade, estariam nas condições necessárias para obterem empréstimos a longo prazo destinados à habitação própria permanente.

Foi neste contexto que a nossa história ganha todos os seus contornos pois que ela teve origem e a justificação no ambiente de ordem social, desse tempo, enquadrando-se assim nos aspetos de ordem especulativa que tal industria desregulada, era propicia a toda a forma de corrupção e suborno.
Dr. Raposo, o principal protagonista desta história, era um homem bastante moreno, estatura média, cabelo preto crispado, a rondar os 40 anos de idade, natural da ilha da Madeira, afirmando-se como advogado. Era bastante comunicativo e de agradável presença.
Semanalmente, passava pelo balcão do Banco em que era cliente, numa zona periférica de Lisboa, para aí, fazer depósitos dirigidos a outras contas em seu nome, junto de outros balcões do mesmo Banco. Gostava de dar sempre um “dedo de conversa” com o empregado de balcão que o atendia normalmente, enquanto contava o dinheiro que ia ao mesmo tempo tirando de uma pasta, já um pouco usada por tanta serventia.
Certo dia lembrou-se de pedir para ser apresentado ao gerente do balcão. E foi assim que numa manhã solarenga de Outono, numa sexta feira pelas onze horas da manhã apareceu, na porta entreaberta, do gabinete do gerente.
Bastante afável e boa apresentação começou a conversa depois das respetivas formalidades, em que os temas eram os de ordem do mercado cambial. Rodrigues, o gerente, notou que ele dominava bem esta matéria estando ao par daquilo que se passava nos mercados financeiros, nomeadamente de ordem cambial. Tinha profundo conhecimento dos esquemas na obtenção de moeda estrangeira, muito embora comentasse essas matérias e as atividades paralelas como mera abordagem analítica, como estudioso que se dizia ser e por isso estar muito atento.
Apresentou-se, entretanto, como um gestor dos negócios de uma carteira de clientes todos eles emigrantes, principalmente em França, na região de Paris, nomeadamente na obtenção de apoios financeiros, através de linhas de crédito, junto da banca portuguesa, para aquisição de habitação própria. Funcionava, como ele dizia, como uma espécie de procurador em representação dos seus clientes, para todos os atos administrativos e presenciais, daí decorrentes.
Depois de uns bons minutos de conversa e já em posição de se retirar, disse a Rodrigues com bastante enfase – Agora, quero dar-lhe nota da verdadeira intenção desta minha visita. Gostaria, juntamente com o meu sócio que estou esperando, a todo o momento, da possibilidade de, os três, podermos almoçar e melhor darmos a conhecer, como funcionamos no mercado da emigração.

Jerónimo, assim se chamava o tal sócio. Com efeito, apareceu pouco depois. Individuo de porte atlético de cabeça redonda, bem rapada em que assentavam, pendurados, uns os óculos escuros tipo “porche. Aparentava ter 40 anos e vestia um casaco de pele aparentemente de boa qualidade. Ao entrar apertou fortemente a mão de Rodrigues, causando-lhe um visível desconforto a julgar pelo esgar refletido no seu rosto.
Eram 13 horas. Depois da apresentação de Jerónimo e um pouco de conversa, todos tomaram as suas próprias viaturas, para cada um, depois do almoço, seguir independente, o seu destino.
Dr. Raposo, seguia em frente, numa carrinha Peugeot, logo seguido pelo sócio Jerónimo e o gerente do balcão do Banco, Rodrigues.
Depois de andarem alguns quilómetros em direção a Sintra, Dr. Raposo fez sinal que ia estacionar junto de um pequeno restaurante. Era visível que conheciam bem aquele estabelecimento. Era, de facto pequeno mas, bastante personalizado, a julgar pelo acolhimento dos empregados. Rodrigues, ao servir-se dos lavabos, notou quanto estavam impecavelmente limpos, dando-lhe a indicação imediata de haver uma gerência atenta, facto este que é sempre um bom teste para a qualidade do restaurante.

Todos estavam lendo a carta na escolha do prato e na possibilidade do consenso na escolha. Esta, porém, foi rápida: “perdiz na cataplana” O empregado sugeriu um vinho tinto alentejano entre os muitos apresentados na carta. Deram, depois, enquanto saboreavam uma boa variedade de entradas, inicio à conversa, que recaía, agora, nas suas atividades.
Rodrigues ficava a saber que aqueles dois homens tinham fortes ligações nos seus negócios, sendo que, Jerónimo era uma peça fundamental na vida profissional do Dr. Raposo. Com deslocações constantes de Jerónimo a Macau e do Dr. Raposo a Paris, Rodrigues ia-se apercebendo, nas entre linhas que, o sócio, era um fornecedor privilegiado de moeda estrangeira, supostamente, para assim poder garantir o esquema montado pelo Dr. Raposo, junto da clientela radicada em França, Suíça e no Luxemburgo, com certeza, para alimentar as contas de emigrantes em moeda estrangeira, junto da banca portuguesa.
Pelo Porche vermelho que Jerónimo conduzia, não era complicado aperceber-se que o negócio corria de feição.
Rodrigues sentiu que algo estava errado naquilo que acabara de ouvir. No entanto nada de concreto estava ao seu alcance, pois eram suposições colhidas de conversas pouco esclarecedoras e devidamente controladas para não haver qualquer conclusão.
Dr. Raposo foi ainda informando que os seus depósitos, em dinheiro, eram distribuídos por diversas contas existentes em vários balcões do Banco que, na sua totalidade, constituam um apreciável movimento de capitais.
Terminado o almoço, despediram-se, indo cada um à sua vida

Dr. Raposo conduzia, agora, o carro altamente concentrado nas suas ideias. A obsessão tomou conta dele de tal maneira, que não dava sequer por estar a conduzir. Um medo terrível apoderou-se das sua entranhas, fazendo-lhe ter palpitações com a adrenalina a secar-lhe desagradavelmente a boca com um indesejável sabor amargo. Levava muito a sério a ameaça que o sócio lhe tinha acabado de dizer ao ouvido quando o acompanhara até ao carro – ele fora bastante convincente ao ameaça-lo de morte. Estava em causa a dívida contraída na aquisição de moeda estrangeira, com um saldo num montante exorbitante, contabilizado nos registos de Jerónimo. Era do seu perfeito conhecimento que ele fazia parte de uma rede de contrabandistas internacionais que atuavam a partir de Macau e Hong-Kong.
A ameaça tinha de ser tomada em conta, pois a dívida, tinha atingido um montante considerável em milhões de escudos e tal gente que ele conhecia muito bem, nunca brincava em serviço. No seu pensamento refletia-se a imagem da mulher e de dois filhos ainda menores que residiam na Madeira. Um suor frio aflorava-se na testa – estava em pânico!

Quando chegou ao seu apartamento em Queluz encontrava-se completamente desnorteado. Ele tinha absoluta consciência que o ciclo que tinha montado no movimento de capitais sofreu uma tremenda quebra nos seus fluxos, por fatores de vária ordem e que não tinham sido devidamente ponderados, causando uma profunda rutura de tesouraria e consequentemente na impossibilidade do cumprimento das suas responsabilidades junto dos fornecedores de moeda estrangeira.
No seu pensamento surgiam, agora, pensamentos tenebrosos a ganharem consistência.
Olhou o telefone fixamente. Naquele momento ele sabia que, pegando no aparelho, ia decidir a dar inicio a uma ação tenebrosa, sem retorno. Marcou o número: do outro lado da linha, respondeu a conhecida voz de Jerónimo.
-Está – és tu?
-Sim sou eu.
-Qual é o problema?
-Olha, estive a fazer uns contactos e consegui arranjar algum dinheiro.
-Bem sabes que não sou eu que mando! É bom que tenhas isto bem presente

-Claro, mas por favor informa-os que estou em condições de entregar uma importância significativa.
-Quanto?
-Não sei ainda. Mas depois de mais um contacto, irei aí, esta noite a tua casa entregar-te
-OK, espero que assim seja – fico aguardando!
.-Até já!
-Até já!

Dr. Raposo colocou o telefone no descanso. Estava fora de si, com medo do seu próprio plano, com medo de falhar no momento exacto. Depois decididamente saiu para fazer compras nas lojas do bairro.


Eram 23,30h da noite quando a carrinha do Dr. Raposo estacionou mesmo defronte da porta do prédio, onde Jerónimo tinha um apartamento, na Avenida dos Estados Unidos da América. Saiu rápido, entrando de imediato no ascensor, premindo o botão para o 5º piso. Embora transtornado, no entanto, o seu rosto não deixava transparecer o que de facto acontecia dentro de si. Quando saiu do elevador, respirou fundo várias vezes para se recompor. Depois pressionou a campainha da porta. Logo apareceu na sua frente Jerónimo, de roupão vestido e com certo ar interrogativo mandou-o entrar. Dr. Raposo transportava a mala que sempre utilizava quando transportava dinheiro. Nunca largando esta, sentou-se na ponta do maple da sala, defronte de Jerónimo, que devia estar a ver televisão, já que estava acesa e a passar em direto um jogo de football.  Jerónimo admirado mas, ao mesmo tempo, mostrando satisfação na expectativa de receber dinheiro da dívida, convidou o Dr. Raposo a servir-se de Whisky, enchendo ele próprio os copos para os dois beberem.    Depois interpelou Raposo:
-Então quanto foi que conseguiste arranjar?               
Lentamente Dr. Raposo, coloca a mala nas pernas abrindo os dois fechos com dois estalidos e, de repente, num gesto rápido saca de um revolver.  Dois tiros surgiram à queima roupa. Um direito à cabeça e outro ao peito. Jerónimo tombou. Esvaia-se em sangue – Estava morto! A televisão continuava a transmitir o jogo da bola.
Dr. Raposo, abriu lentamente a porta para se certificar se, alguem, estava no corredor da escada. Aparentemente tudo estava em ordem! Fechou lentamente a porta e seguiu descendo pelas escadas, mas desta vez não entrou no ascensor.  Foi direito a casa. Estava completamente transtornado. Muito antes de chegar ao seu bairro, teve o cuidado de retirar a pistola da mala, embrulhou-a muito bem num saco de plástico deitou-a no primeiro contentor de lixo que encontrara.

Julieta, prostituta de profissão era frequentadora assídua dos bares do Cais do Sodré. Mulher morena de cabelos bem pretos a cair-lhe nas costas, com idade a rondar os 30 anos, de porte elegante, bonita de rosto oval, com um nariz um pouco proeminente que lhe conferia um certo ar exótico, sem comprometer a beleza do mesmo.  Há sete anos que vinha mantendo uma relação de carácter duradouro com Jerónimo.  Por essa razão não necessitava de “chulo” como, algumas outras, do seu meio, tinham.  Nutria uma relação amorosa com o seu homem.  Era olhada com um certo despeito pelas colegas da profissão. Várias vezes, viajava com o seu Jerónimo pela Europa, no “Porche” vermelho.  Isto conferia-lhe um estatuto muito especial, no meio em que se movimentava, pois era invejada por tal facto. Ela sabia disso, porém, estava-se “nas tintas”! Tinha toda a liberdade de ação e ninguém a chateava, já que era ela que escolhia e propunha os locais onde iria estar com os seus clientes. Não entrava em qualquer quarto que não reunisse as condições que ela sempre exigia.  Tinha um duplicado do apartamento do seu homem, onde ia ficar todas as madrugadas, muitas das vezes com a manhã a despontar.  Acontecia, na maior parte das vezes, deitar-se quando ele saía, todo ufano, para tratar dos seus negócios. Nunca lhe perguntou quais eram, bastava-lhe, somente, a amizade dele – o amor que lhe tinha, sem qualquer contrapartida ou tolhimento, a complicar a vida livre que partilhavam. Sabia sim, isso sabia, que havia um sócio de seu nome Raposo que, muitas vezes, aparecia no bar, para falar muitas horas, com Jerónimo.
Naquela noite ela estava bastante inquieta – telefonara-lhe várias vezes, como de costume mas, desta vez, sem qualquer resposta.  Estava com um cliente habitual, no bar. Era um daqueles que pagava com generosidade todo o tempo que ela lhe dispensava.
De certa forma angustiada, logo que o deixou, apanhou um táxi e seguiu logo para o apartamento de Jerónimo.
Enquanto o ascensor subia, pressentimentos negativos estavam atormentando-a.
Meteu a chave no fecho da porta e:
Oh que horror! exclamou, com um tremendo grito. Toda a casa era sangue espalhado e o corpo do seu Jerónimo jazia tombado. Rodopiando, caiu, desmaiada.

João era o empregado que normalmente atendia o Dr. Raposo. Entrou no gabinete de rompante, entregando um jornal em que noticiava o assassínio do Jerónimo, devidamente identificado pela amante depois de declarações prestadas. Segundo a policia judiciária seria um crime de ajuste de contas, havendo para já, um suspeito, um tal Raposo seu sócio que, entretanto, prestara algumas declarações. Rodrigues ficou estático com os olhos fixos no jornal -.ele não podia acreditar do que estava lendo. Saber que, momentos antes, estivera sentado à mesma mesa, com aqueles homens!     
Dias depois, conforme o relatório da PJ, e conforme depoimento do Dr. Raposo, foi, por ele, praticado o crime com uma frieza sem escrúpulos.  Julieta foi a testemunha principal neste processo. Rodrigues, junto da direção do banco, veio a saber não haver prejuízo imediato, uma vez que tinha como garantias reais as hipotecas dos apartamentos que Raposo negociava com os emigrantes e o banco, na obtenção do respetivo financiamento. O esquema montado por ele consistia na substituição dos mesmos por ele, na abertura de contas em moeda estrangeira, permitindo-lhe a obtenção das linhas de crédito, com taxas bonificadas.    O habilidoso estratagema estava assente na forma em que negociava com os emigrantes. Garantindo a sua posição perante estes, com segundas hipotecas, caso se verificasse o incumprimento dos mesmos em relação à entidade financiadora.  Dr. Raposo, conseguia, assim, apoderar-se de um vasto património, com prestações dilatadas no tempo e que podia negociar, entretanto, por outro valor com mais valia num mercado emergente na época. Porém não foi capaz de gerir os respetivos “timings” para dar satisfação aos seus fornecedores de moeda estrangeira, no mercado paralelo de cariz mafiosa.

Quatro anos passaram. Rodrigues encontrava-se a almoçar num restaurante em Belém. Eram 12,30h. Estava um bonito dia de verão. Sentara-se numa das mesas junto à vitrina montada a toda a largura da parede, com ampla vista para a rua. Distraía-se, entretanto, enquanto esperava pelo prato já requisitado, olhando para as pessoas que iam passando, acaloradas por um sol abrasador. Foi-se apercebendo do estacionamento de uma carrinha fechada, de cor cinzenta, sem janelas. Deu-lhe nas vistas, o facto de saírem dela três homens, bastante corpulentos e fardados de polícia prisional, de pistolas nos cintos. Acompanhavam um outro, vestido à civil. Dirigiam-se para o restaurante, descontraidamente a conversarem.   Chegara, entretanto, o arroz de pato que Rodrigues pedira, exigindo, de imediato a sua concentração para aquilo que prometia ser um bom pitéu.  Foi, então, que deparou com um vulto, bem à sua frente – ele olhou para cima e um grande e largo sorriso esperava que a sua surpresa e o seu espanto passasse. Aquele sorriso, era, nem mais nem menos, do Dr. Raposo! Rodrigues atónito e sem jeito, levantou-se como se uma mola o tivesse empurrado. Sem conseguir proferir qualquer palavra. Dr, Raposo, facilitando a atrapalhação, puxou-o fortemente para um abraço, dizendo-lhe de seguida: - estou aqui sob escolta e venho almoçar com os guardas, meus amigos, qualquer refeição, mesmo ali no balcão.  Logo, depois, iremos rumo a Coimbra, para a Universidade, onde irei fazer exame para a minha licenciatura. Nestes anos – acrescentou – preparei-me intensamente na prisão, conseguindo autorização para, aí, dar aulas a todos aqueles que quisessem aderir e aprofundar os seus estudos. Depois, desejando as maiores felicidades ao gerente Rodrigues, dirigiu-se para o balcão do restaurante, onde os guardas, já sentados, o esperavam tranquilamente, para darem inicio ao almoço, em galhofa e boa disposição.
Rodrigues sentou-se, reiniciando o almoço interrompido.  Encheu o copo com vinho, bebendo-o de um sorvo. Bem precisava para se refazer de tamanha surpresa. Um pensamento surgiu-lhe: Dr.Raposo fez um golpe bastante inteligente, só que se esqueceu de uma coisa – é que o poder está no dinheiro e neste caso a patrão era a Máfia.



                                                            Docarmo
                                                            1-07-2010




                                                            Docarmo
                                                            1-07-2010

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