DICOTOMIAS

MEMÓRIAS, CONTOS E POESIA

sábado, 15 de novembro de 2014

A UMA JOVEM - Por Hélder Gonçalves









A UMA JOVEM
(No dia do seu 19º Aniversário)


Hoje, foi o dia dos teus anos.
Confortada ficaste – Meu Deus
Pela internet
Tantos te abraçaram
Imensos beijos te enviaram!
Deixaram-te louca de alegria!
Porém,
Daquele que esperavas
Nada te disse: nem uma palavra
Mesmo fugidia que esperavas.
Coisas da vida -azedumes,
Desentendimentos do dia- a- dia
Atitudes por demais arrebatadas
Pensa bem:
As palavras, em momentos, nos consolam
Também, os gestos de circunstancia,
Alguns ficarão sempre em nossa memória
Outros silenciosos – que, por bem se isolam
Não desmerecem por menos importancia
Por esperarem o momento da tua história
Hoje foi o dia dos teus anos – eu ausente!
Porquê?
Não apareci. No teclado, omisso fiquei
Magoei-te? Talvez – Errei? Dai me penalizo
Intolerancia? Oculto preconceito? impaciencia?
Incompreensão do que me escapa e não olhei
Em turbilhão o pensamento voou e analizo
Daí. Confesso que me perdoei:
Porque:
Naquele dia em que vieste de tão longe
Como ave ferida, carregando sofrimento
Alma ferida, energias contidas em turbilhão
Sentimentos em confusão que esconde
Rebeldia de adolescente em rompimento
Forças reprimidas da muita incompreensão
Olhei depois
Um diamante esplendoroso por facetar
Uma força da Natureza em genuíno estado
Verdadeira atitude de nobreza sentimental
Aqui, perto de mim, cresceu a tentar mudar
No encontro de si, no ponto que quere ficar
Preenchendo o espaço da dúvida e do natural
Portanto
Vais agora partir – voltar às tuas origens
Com a bagagem mais cheia de conhecimentos
Amadurecendo, entretanto, mais preparada vais
Pelo confronto de culturas a causar vertigens.
Mas será o teu farol, no futuro, nalguns momentos
Valores transmitidos, das velhas culturas tradicionais
Assim
Agora, melhor pensando e do atraso, pedir desculpa
Com alegria e satisfação, deixar aqui bem patente
Tudo o que te quero desejar no teu caminhar na vida
De peito aberto, sem sentimento de qualquer culpa
As maiores venturas e a relização do teu sonho latente
Do grande amigo, aqui deixo, este sentido presente




Docarmo
21-10-2013



A Sala do Tempo Parado

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Só quem não viveu não tem histórias para contar

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